| A busca por eficiência e a minimização de perdas são
parâmetros que norteiam o processo de gestão de riscos do Unibanco.
Por meio do desenvolvimento e da utilização de ferramentas baseadas
nas melhores práticas internacionais, os riscos de mercado, de crédito
e operacional são identificados, quantificados e administrados, garantindo-se
o aperfeiçoamento contínuo da gestão de riscos, presente
em todos os níveis da organização.
Nesse contexto o Unibanco vem trabalhando desde 2003 no aperfeiçoamento
da GVU (Geração de Valor Unibanco), uma ferramenta estratégica
de mensuração de retorno sobre capital próprio ajustado
ao risco. A GVU permite alocar às unidades de negócio o capital
decorrente do risco associado às suas respectivas atividades, o que resulta
em uma efetiva avaliação da relação risco-retorno.
A utilização dessa ferramenta auxilia de maneira significativa
a eficácia da gestão de riscos, contribuindo a convergência
entre as metas dos acionistas e as dos colaboradores.
Reforçando a importância do conceito de retorno ajustado a risco
e o alinhamento do Unibanco às melhores práticas internacionais,
os requerimentos estabelecidos pelo novo Acordo de Basiléia - a serem
implementados pelo Banco Central do Brasil - permitirão a utilização
de modelos internos de mensuração de risco de crédito,
de mercado e operacional para cálculo de capital regulamentar às
instituições financeiras que evidenciarem a existência de
robustez e efetividade em seus modelos internos.
Para atender às demandas geradas pela lei norte-americana Sarbanes-Oxley
(que entrará em vigor a partir de dezembro de 2005) e aos requerimentos
estabelecidos pelo Acordo de Basiléia II, o Unibanco está desenvolvendo
e implementando um novo modelo de formalização, documentação,
registro, armazenamento e avaliação dos fatores de risco especificados
e definidos para essa lei e pelo acordo, seus respectivos pontos de controle,
bem como eventuais perdas operacionais.
Risco de Crédito
A gestão do risco de crédito do Unibanco é efetuada com
base na segmentação de clientes e carteiras com padrões
homogêneos de comportamento, garantindo um alto grau de eficiência
às políticas em vigor. A minimização de perdas é
perseguida por meio da utilização de sistemas customizados de
classificação de risco, de forma que modelos, parâmetros
e ferramentas de suporte são objeto de revisões sistemáticas.
Assim, a existência de limites e linhas de crédito pré-aprovadas,
bem como de uma estrutura rígida de planos de alçada e comitês,
garantem a consistência do processo de gestão de riscos.
O segmento Atacado abrange grupos econômicos com faturamento anual superior
a R$ 150 milhões. Assim, as avaliações de risco são
efetuadas de maneira individualizada e periódica, por meio de um sistema
de classificação de risco (rating) proprietário,
com 14 níveis (de AA1 a H). O sistema envolve elementos quantitativos
e qualitativos, tais como situação econômico-financeira,
capacidade de gestão, histórico financeiro, relacionamento com
o banco, condições do mercado em que atua, entre outros.
O segmento Varejo é composto por pessoas físicas, como também
jurídicas com faturamento anual de até R$ 150 milhões.
O gerenciamento das exposições a pessoas físicas e jurídicas
com faturamento de até R$ 5 milhões conta com a utilização
de ferramentas estatísticas proprietárias de escoragem (credit
scoring e behavior scoring), compatíveis com o elevado volume de
clientes dessa carteira. Pessoas jurídicas com faturamento anual superior
a R$ 5 milhões, por sua vez, são avaliadas por um sistema de classificação
de risco similar ao utilizado pelo Atacado.
Riscos de Mercado e Liquidez
O Unibanco estabelece e referenda mensalmente limites de risco e posicionamento
por meio do Comitê Financeiro, que reúne os principais executivos
e o conselho de administração. Os riscos de liquidez, concentração
de mercado, diversificação de portfolio, entre outros,
estão sob escrutínio diário da área de gestão
de riscos de mercado.
O gerenciamento do risco de mercado é efetuado por meio de identificação,
mensuração e controle dos riscos decorrentes de movimentações
adversas das variáveis de mercado, como juros, câmbio, spread
e preço de commodities. Para isso o Unibanco utiliza ferramentas
clássicas de análise e avaliação de risco, como
VaR (value at risk) e testes de estresse.
O uso dessas ferramentas resulta na emissão de relatórios diários
que subsidiam o acompanhamento das estratégias e posições
assumidas pelo banco. Relatórios de acompanhamento de mercado, o posicionamento
das carteiras do Unibanco, bem como as estratégias adotadas, permitem
ainda que eventuais rompimentos de limites sejam prontamente evidenciados e
corrigidos, preservando a solidez do Unibanco. Adicionalmente, com base em análises
mensais, avaliam-se os impactos decorrentes de possíveis alterações
do cenário macroeconômico (cenários otimistas, pessimistas,
tendências e eventos ad hoc) que possam implicar em impactos significativos
sobre o resultado.
Risco Operacional
A gestão eficaz dos riscos operacionais é reconhecida pelo Unibanco
como ferramenta imprescindível aos processos de tomada de decisão,
garantindo a consistência do ambiente de controles.
O estabelecimento e a disseminação de políticas claras,
métodos e técnicas padronizados e aplicáveis a todo o Grupo,
bem como fluxos estruturados para avaliação, validação,
formalização e monitoração de processos, produtos,
serviços e sistemas, objetivam identificar e avaliar as exposições
a riscos de qualquer natureza nas diversas atividades. Dentre os benefícios
derivados dessas análises destacam-se a intensificação
da cultura de gestão de riscos e de manutenção de controles,
a redução das perdas esperadas e as melhorias na formalização
dos procedimentos.
Alinhado à estratégia de gestão integrada de riscos, o
processo de avaliação de controles internos adotado pelo Unibanco
baseia-se no SCI (Sistema de Controles Internos), ferramenta acessada pelos
gestores através do Portal Corporativo. O processo vem apresentando expressivo
aumento de pontos de controle e de atividades monitoradas, permitindo identificar
riscos potenciais, elaborar avaliações de adequação
e estabelecer planos de ação para toda e qualquer fragilidade
percebida. |