Gestão de Riscos
 

O aumento da competitividade tem incentivado as empresas a desenvolver processos e controles internos mais eficientes para identificar, mensurar, comunicar, administrar e/ou minimizar riscos, atingindo níveis coerentes com os resultados desejados. Esse gerenciamento é fundamental, pois permite subsidiar o processo decisório, assegurando o crescimento constante e o aumento da lucratividade.

A missão da gestão integrada de riscos é promover uma cultura própria de administração em todo o conglomerado e buscar a otimização da relação risco/retorno e a alocação de capital econômico.

No Unibanco, os processos de reconhecimento de resultado são balizados pela ferramenta Geração de Valor Unibanco (GVU). Com ela, o conglomerado mensura e aloca o custo de capital em risco decorrente de suas atividades, ajustando o retorno ao risco. O uso da ferramenta GVU aumenta a eficácia da gestão de riscos e contribui para a convergência das metas de acionistas e colaboradores.

Risco de Crédito

A administração do risco de crédito é feita por meio da aplicação de políticas de avaliação, concessão, monitoramento, revisão e controle. O constante aprimoramento dos modelos matemáticos, estatísticos e de julgamento permite atender aos clientes e manter uma carteira de crédito de qualidade.

A decisão sobre concessão de crédito aos clientes do Atacado – Pessoas Jurídicas com faturamento anual a partir de R$ 150 milhões – leva em consideração, entre outros fatores, histórico financeiro, fluxos de caixa, performance e tendências do setor, qualidade da administração, histórico de relacionamento e situação de mercado. O Unibanco utiliza, ainda, um sistema interno de classificação que situa as empresas em diferentes categorias e reexamina as linhas de crédito periodicamente e em diferentes níveis de alçadas.

Já a administração de crédito no Varejo – composto por Pessoas Físicas e Jurídicas com faturamento anual de até R$ 150 milhões – exige sistemas e processos especializados. Em pequenas e médias empresas, a participação de garantias adicionais tem crescido como estratégia para mitigar a maior volatilidade deste segmento. Vários instrumentos automatizados e/ou estatísticos para avaliação são utilizados, entre eles credit scoring e behaviour scoring. Um sistema automático de crédito monitora os empréstimos em todas as suas fases. E, para definir os métodos de cobrança mais eficientes para cada caso, o Unibanco recorre a um sistema de collecting scoring.

Para minimizar os riscos das operações, o conglomerado emprega rigorosos padrões de análise e administração da carteira de crédito, o que pode incluir restrições aos aumentos de limite e à renovação de tetos para o cheque especial. Paralelamente, mantém estrutura específica para acompanhamento e validação das políticas e processos utilizados na avaliação e concessão do crédito.

Riscos de Mercado e Liquidez

O Unibanco emprega uma política conservadora na administração da exposição a riscos de mercado, supervisionando e controlando de forma independente todas as suas carteiras para cada fator de risco primário. As ferramentas e parâmetros associados à otimização da relação risco/retorno consideram, entre outros fatores, a diversificação de riscos e limites máximos de exposição.

Por sua vez, os limites de exposição para cada uma das unidades do conglomerado levam em conta fatores como volatilidade do mercado, cenários previstos, oportunidades de lucro, riscos potenciais e necessidades institucionais ou de financiamento do banco comercial.

Para fazer essa avaliação, utilizam-se ferramentas clássicas de gestão de risco, como relatórios de VaR (Value at Risk) e testes de estresse. Os relatórios subsidiam o acompanhamento das estratégias e posições assumidas anteriormente pelo banco, permitindo evidenciar e corrigir de imediato eventuais rompimentos de limites. Outra responsabilidade da área é avaliar impactos decorrentes de alterações do cenário macroeconômico que possam ter reflexos sobre o resultado do conglomerado.

Risco Operacional

Riscos operacionais se relacionam às perdas de uma instituição em virtude de seus sistemas, práticas e medidas de controle serem incapazes de resistir a erros humanos, infra-estrutura de apoio danificada, falha de modelagem, serviços ou produtos, mudanças no ambiente empresarial ou outras condições adversas de mercado.

Para eliminar ou minimizar riscos operacionais, o Unibanco dispõe de uma estrutura interna de controle, com políticas definidas, métodos e técnicas padronizados e aplicáveis por todo o conglomerado. Há uma preocupação permanente em intensificar a cultura de gestão de riscos e de manutenção de controles para aperfeiçoar cada vez mais a formalização dos procedimentos e garantir a redução de perdas.

O gerenciamento de riscos operacionais é efetuado por meio da avaliação de novos produtos, serviços e operações por todas as áreas envolvidas no fluxo operacional. Esse gerenciamento se apóia na monitoração de processos, identificação de riscos e elaboração de planos de ação com o objetivo de mitigar os riscos significativos, com acompanhamento periódico dos indicadores e análise de perdas operacionais. Todas essas ferramentas permitem qualificar e quantificar a exposição aos riscos operacionais e solidificam a cultura de gestão de riscos no conglomerado.