O resultado da intermediação financeira antes da provisão
para perdas com créditos, ajustada pelo efeito líquido dos investimentos
no exterior, alcançou R$ 8.247 milhões em 2005. O aumento de 29%
foi influenciado pelo incremento de 26,7% nas receitas com operações
de crédito. Estas, por sua vez, foram impactadas, principalmente, pela
alteração do mix (maior participação do Varejo)
e pelo aumento de volume. A margem financeira evoluiu de 8,9% em 2004 para 10%
em 2005, antes das provisões, e de 7,1% para 7,7%, após provisões.
A participação das receitas com operações de crédito
em relação às receitas totais evoluiu de
38% em 2004 para 42% em 2005. Tal evolução é fruto, sobretudo,
do crescimento das carteiras de crédito e do posicionamento em segmentos
de maiores margem e rentabilidade. O crescimento de 3 p.p. nas receitas de cartão
de crédito é reflexo, principalmente, da aquisição
da Hipercard.
As receitas de prestação de serviços somaram R$3.270 milhões
em 2005, com crescimento de 13,2% sobre o ano anterior, já excluídas
as receitas advindas das empresas Credicard e Orbitall (vendidas no último
trimestre de 2004). Os destaques foram a evolução de 25% nas receitas
de cartão de crédito e de 13,1% no faturamento advindo das tarifas
bancárias.
As despesas de pessoal e administrativas, no montante de R$ 5.092 milhões,
variaram apenas 0,7% em 2005, fruto, principalmente, de disciplina orçamentária,
ganhos de eficiência e da alienação das empresas Credicard
e Orbitall. Em 2005, o IPC-A atingiu 5,7%.
O maior crescimento das receitas de prestação de serviços
em relação à evolução das despesas administrativas
e de pessoal resultou em melhores indicadores de cobertura das despesas. A relação
entre receitas de prestação de serviços e despesas de pessoal
e administrativas (receitas e despesas de natureza recorrente) evoluiu positivamente,
de 62%, no quarto trimestre de 2004, para 66%, no mesmo período de 2005.
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