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Em 2003, os centros culturais do IMS receberam cerca de 143.000 visitantes, um crescimento de 40% em relação ao ano anterior. Entre as 45 mostras fotográficas e de artes plásticas promovidas pela instituição, destacam-se a exposição itinerante Canudos, a individual do fotógrafo de cinema Walter Carvalho e a retrospectiva do pintor Samson Flexor. Esta última, em parceria com o Sesi-SP, foi premiada como a melhor mostra do ano pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte).
A programação contou ainda com 47 palestras da série "O escritor por ele mesmo", que promoveram encontros nos centros culturais do IMS entre o público e autores brasileiros como Ignácio de Loyola Brandão, Lygia Fagundes Telles, Ana Miranda e Carlos Heitor Cony. Já as 32 apresentações musicais tiveram a participação de artistas do porte de Francis Hime, Paulo César Pinheiro, Chico César, Miúcha e Yamandú Costa, entre outros.
Para crianças e adolescentes, o Instituto desenvolveu 54 atividades de arte-educação, sessões de cinema e de teatro. Ao longo do ano, mais de 31.000 pessoas, entre estudantes e público em geral, participaram de 1.200 visitas monitoradas às exposições.
Na área editorial, o IMS publicou Cadernos de Literatura Brasileira dedicados às obras de Millôr Fernandes e Erico Verissimo. A edição do livro Cartas do Pai, que enfeixa 11 anos de correspondência do escritor Alceu Amoroso Lima com sua filha madre Maria Teresa, foi também outro importante lançamento do ano.
Dando continuidade à sua política de preservação da memória e da cultura brasileiras, o IMS incorporou aos seus acervos as coleções musicais de Walter Silva, Ernesto Nazareth e Elizeth Cardoso, como também, no âmbito da literatura, a biblioteca sobre a guerra de Canudos doada pela família do professor Roberto Ventura, biógrafo do escritor Euclides da Cunha.
Os cinemas da rede Espaço Unibanco/Unibanco Arteplex atraíram mais de 3 milhões de pessoas durante o ano.
Três grandes projetos marcarão a entrada do IMS em 2004:
- O primeiro consiste no prosseguimento acelerado do trabalho de transcrição e digitalização dos fonogramas integrantes do acervo José Ramos Tinhorão. O trabalho foi iniciado em 2003. Tais fonogramas, somados às coleções existentes nos acervos do instituto, permitirão disponibilizar na Internet, até meados de 2005, cerca de 100.000 músicas brasileiras de raiz, no que será, pelo que se sabe, um dos maiores arquivos mundiais de música digitalizada.
- O segundo projeto é a realização, em convênio com o Sesi, da mostra "São Paulo 450 Anos: A Imagem e a Memória da Cidade no Acervo do Instituto Moreira Salles", certamente a maior exposição da história visual da Paulicéia.
- O terceiro, finalmente, será a apresentação, em maio, de uma versão resumida dessa exposição, a convite da prefeitura de Paris, no adro da cripta arqueológica da catedral de Notre Dame, na capital francesa.
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