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A indústria de fundos de investimento no Brasil apresentou expressivo crescimento ao longo de 2003, atingindo 41,6% de evolução em relação ao ano anterior. Com esse desempenho, a indústria de gestão de ativos recuperou a quase totalidade das perdas verificadas em 2002, decorrentes de mudanças nas regras de precificação dos ativos e de um ambiente econômico conturbado em função das eleições presidenciais.

Na esteira da recuperação da confiança na evolução dos cenários econômicos doméstico e internacional, em consonância com a substancial melhora da rentabilidade dos bônus do governo e do mercado acionário, a performance dos fundos, de renda fixa e renda variável, permitiu ganhos de capital expressivos aos cotistas, que responderam com novos recursos para a indústria.

Essa ótima performance foi determinada, essencialmente, pela volta dos fluxos de recursos das pessoas físicas aos fundos de investimento. No segmento Corporativo e Institucional e de Pessoa Física, as performances foram expressivas com crescimentos respectivos de 39% e 41% sobre dezembro de 2002.

No segmento Institucional em particular, as Entidades Fechadas de Previdência Complementar, livres de terem de recolher impostos acumulados como havia acontecido no primeiro semestre de 2002, voltaram a gerar um fluxo positivo para os gestores, o que alavancou o patrimônio do segmento em 31% sobre dezembro de 2002.

O segmento Pessoa Física, que por sua vez havia sido afetado pela elevada volatilidade dos títulos governamentais de renda fixa no ano de 2002, quando passaram a ser marcados a mercado, mostrou neste exercício grande disposição para ampliar o investimento em fundos, em particular nos de renda fixa e multimercados. Essa recuperação, muito positiva, favoreceu especialmente os produtos com perfil de maior retorno/risco.

A subsidiária Unibanco Asset Management encerrou o ano de 2003 com um crescimento de 42,5% quando considerados os ativos sob gestão e de 46,6% quando também considerados os ativos sob administração. Entre os principais administradores privados, a Unibanco Asset Management superou em crescimento os demais concorrentes, com uma única exceção. As receitas da Companhia evoluíram 11,6% sobre o patamar de 2002 e sua participação de mercado foi para 4,6% em dezembro de 2003.

No segmento institucional, O Unibanco manteve sua histórica posição de destaque como um dos líderes da indústria, ocupando, ao final do exercício, a terceira posição no ranking dos gestores privados.

Administração de Recursos de Terceiros