|  | A subsidiária Unibanco Asset Management (UAM) encerrou o ano com ativos sob gestão (fundos de investimento e carteiras administradas) no valor de R$ 18,4 bilhões, conservando sua posição de terceira maior empresa nacional privada dedicada à gestão de recursos de terceiros.
A indústria de fundos de investimento no Brasil, depois de vários anos de crescimento contínuo e expressivo, apresentou em 2002 modesta evolução dos patrimônios sob administração. Na comparação de dezembro de 2002 com o mesmo período do ano anterior, os volumes administrados cresceram 1,4%. Essa fraca performance foi determinada, essencialmente, pela redução dos fluxos de investimento, tanto no segmento Institucional como no de Pessoa Física. No segmento Institucional, as Entidades Fechadas de Previdência Complementar tiveram de recolher ao longo do primeiro semestre do ano cerca de R$ 10 bilhões de impostos atrasados, o que afetou seu poder de investimento. O segmento de Pessoa Física, por sua vez, foi afetado pela elevada volatilidade dos títulos governamentais de renda fixa a partir de maio, quando estes passaram a ser marcados a mercado. Essa medida, embora positiva, penalizou momentaneamente a performance dos fundos de investimento mais tradicionais, principalmente fundos DI e Renda Fixa, levando a uma migração dessas aplicações para produtos de investimento mais tradicionais, como poupança e CDB.
Esse quadro de estagnação da indústria prejudicou a evolução dos recursos geridos pela Unibanco Asset Management, que apresentaram redução de 3,3% em comparação a 2001. Apesar do decréscimo dos volumes sob gestão, as receitas da companhia mantiveram-se no mesmo patamar de 2002, fator positivo em relação ao observado na indústria, graças ao seu mix de ativos mais favorável, a uma oferta diferenciada, com novos produtos de consultoria de investimentos, bem como à distribuição de fundos em canais de venda alternativos.
Ainda que a maior parte do ano tenha sido difícil, desde dezembro de 2002 nota-se uma certa retomada do crescimento na indústria e alguma recomposição dos patrimônios sob gestão da Unibanco Asset Management.
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