O Unibanco foi pioneiro no mercado financeiro brasileiro na criação de uma diretoria com visão corporativa para gerenciar seus riscos. Chamada de Gestão de Riscos, essa diretoria é responsável pelo gerenciamento de riscos operacionais, de mercado e de crédito em todas as operações do Grupo.
Riscos operacionais
Para identificar, avaliar e gerenciar riscos operacionais no Unibanco, a área de Gestão de Riscos faz uso de várias ferramentas qualitativas, além de modelos quantitativos de cálculo de capital.
Análise qualitativa de riscos operacionais
O Unibanco desenvolveu um Sistema de Controles Internos para gerenciar qualitativamente os riscos operacionais presentes em suas atividades diárias, atendendo às melhores práticas do mercado internacional, assim como à regulamentação interna do mercado financeiro brasileiro (Resolução 2554/98). Esse sistema propicia a realização de avaliações periódicas das principais atividades do banco, dos riscos a elas inerentes, dos controles existentes e dos planos de ação para melhoria ou correção de fragilidades. O Unibanco também dispõe da ferramenta Metodologia de Riscos por Processos, que consiste em traçar o fluxo das principais atividades do Grupo de modo a obter os elementos necessários para identificação e análise dos riscos inerentes. Esses passos permitem que os gestores sejam alertados para a necessidade de adoção de controles de riscos adicionais, a fim de evitar perdas financeiras de origem operacional.
Como exemplo da importância do Sistema de Controles Internos para a identificação dos riscos e controles presentes nas rotinas de todas as áreas do Grupo, seguem alguns gráficos da freqüência dos riscos apontados no Banco de Varejo, no Banco de Atacado e no Grupo.

Análise quantitativa de riscos operacionais
A área de Gestão de Riscos está em processo de definição do capital necessário para fazer frente a riscos operacionais no Grupo Unibanco utilizando o modelo de Metodologia Padronizada. Essa metodologia representa o segundo estágio evolutivo dentre os modelos de cálculo de alocação para riscos operacionais propostos pelo Novo Acordo de Capital da Basiléia, ainda em discussão.
Riscos de mercado
Para identificar, avaliar e gerenciar os riscos de mercado no Unibanco a área de Gestão de Riscos emprega várias ferramentas e modelos quantitativos.
A estimativa diária dos riscos de mercado é feita não apenas com a utilização de instrumentos estatísticos – como o value at risk paramétrico – mas também de não-estatísticos, como cálculo de sensibilidade e análise de estresse. Inclui-se também uma classe de limites nominais, como exposição em moeda estrangeira, posição de títulos públicos e exposição a derivativos.
A administração de risco de mercado é baseada no estabelecimento de limites, que são compostos por três níveis: fator de risco, por instituição e consolidado. Esses limites são estabelecidos e revistos em dois comitês mensais, o Comitê Financeiro e o Comitê de Riscos. São avaliadas e consolidadas, em base diária, todas as subsidiárias financeiras nacionais e externas e as principais não-financeiras. O acompanhamento diário desses limites permite que qualquer rompimento de um agente gerador de risco possa ser corrigido rapidamente, garantindo a consistência e a solidez do consolidado.
Os gráficos ilustram os valores relativos ao capital requerido pelas diferentes unidades do Grupo para fazer frente especificamente a seus riscos de mercado, assim como sua distribuição por fator de risco.


A área de Risco de Mercado também tem entre seus objetivos avaliar, recomendar e acompanhar administradores de terceiros e fundos de investimento oferecidos nos canais de distribuição do Grupo. Nesses casos é realizada a due-diligence na administradora de recursos, na qual analisam-se vários itens, tais como: estrutura interna das áreas, chinese wall, capacitação gerencial e técnica, rentabilidade e riscos ocorridos no passado, entre outros, conforme solicitação da área de negócios interessada:Unibanco Private Bank, Unibanco AIG, UAM/Advisor, Banco1.net/Investshop).
Riscos de crédito
Para atingir o objetivo de total isenção e segregação de funções, o controle de riscos de crédito é realizado de maneira independente das funções que originam e aprovam as exposições. Utilizando-se bases históricas, são observados os movimentos migratórios dos clientes, com análise de eventuais alterações ou comprometimentos no padrão de classificação, maturidade, segmento, setor econômico, natureza do negócio, geografia ou produto. Com isso, é possível identificar variações que possam vir a comprometer a qualidade das carteiras, seja por concentração de exposição, seja por alteração de cenários.
Por meio dessas bases, também são desenvolvidos instrumentos de administração de portfolios capazes de consolidar riscos de crédito, exigência de capital e o estabelecimento de limites prudenciais, conferindo conforto aos administradores. Adicionalmente, incorporam-se metodologias para análise dos modelos de rating do Banco de Atacado e de escoragem do Banco de Varejo, incluindo-se verificação de aderências e simulação de cenários de estresse.
A área de Gestão de Riscos também participa dos estudos dirigidos para o Novo Acordo de Capital, denominado Basiléia II.
Para uma descrição dos fatores de risco do Grupo, favor ver as demonstrações 20-F, disponíveis na SEC (Securities and Exchange Commission), ou no site de Relações com Investidores do Unibanco. |